Você percebe? Jesus disse: “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós” (João 15) – isto é – o mesmo modo, a mesma intensidade, a mesma incondicionalidade, a mesma profundidade, a mesma altura, o mesmo tipo de amor com que o Pai ama a Jesus, Ele nos ama a nós. Há algo mais grandioso que isso? Alguém disse: “Se o amor do Pai não nos persuadir ao bem, nada mais o fará”…

Vídeo  —  Publicado: 6 de maio de 2013 em Uncategorized
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CONVITE PARA CULTO DE ADORAÇÃO

Apresentação2

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A Abba Press e a Sociedade Bíblica Ibero-Americana, através do jornalista Oswaldo Paião, afirmou em pesquisa divulgada em 2010, que 50,68% dos pastores e líderes de comunidades evangélicas nunca leram a Bíblia toda, i.e., de Gênesis a Apocalipse.

Este resultado foi obtido por uma pesquisa feita com 1.255 entrevistados de diversas denominações, sendo que 835 participaram de um painel de aprofundamento dessa pesquisa.

O principal motivo alegado para esta situação é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.

Rapidamente, movidos pelo nosso coração ajuizador e muitas vezes impiedoso para com as outras pessoas, afirmaremos que noticias como essas apenas refletem a realidade e a qualidade do Evangelho que está sendo pregado no Brasil. Alguns decepcionados afirmarão que está ai o motivo do baque dos púlpitos das igrejas. Outros radicalizarão afirmando que não há verdade em canto nenhum. E ainda outros, acusarão os pastores de hipócritas, pois, afinal, pedem que as pessoas leiam a Bíblia, quando eles mesmos não o fazem.

Bom, como disse, essa é a tendência ajuizadora e impiedosa de um coração que parece estar falto de amor, compreensão, de um melhor entendimento espiritual acerca do Reino.

Testifico que li a Bíblia toda umas 5 ou 6 vezes pelo menos. Nestas, em pelo menos 3 versões e em 2 idiomas diferentes. Talvez por isso mesmo, possa falar o que vou falar a continuação. Peço ao leitor que, apesar do tamanho texto, leia-o até o fim para que não se tire conclusões apressuradas.

Em primeiro lugar, quem disse que para pastorear é necessário ler a Bíblia toda? Não acredito que Paulo, Pedro, nem mesmo João, tenham lido toda a Bíblia. As razões? Primeiro, em virtude da carência de textos da época – o Antigo Testamento não estava reunido em um livro, mas em pergaminhos separados. Também porque havia pouca leitura na época – se no Brasil há alguns anos tínhamos um índice de quase 30% da população analfabeta, imagine na Galileia ou Judéia há 2.000 anos – e, por último, em razão do cânon do Novo Testamento, ainda em formação.

Poderia discorrer com muitas mais razões acerca da afirmação, mas acredito serem estas suficientes.

Aliás, estou, particularmente, convencido de que para ser pastor basta conhecer e, sobretudo, viver, o princípio do Evangelho, reunido em 3 capítulos de Mateus (5, 6 e 7). Não acredito que todos os pastores chineses, africanos e árabes tenham lido a Bíblia toda, pois conheci alguns que sustentavam seu velho e surrado Novo Testamento contrabandeado como um respirador a quem estão presos e disso dependem. Homens de Deus, servos de Jesus, que amam a parte da Bíblia que lhes chegou e possibilitou não apenas o conhecimento da salvação, bem como ser chamado por Deus para pastorear o seu rebanho.

Han-cheong, por exemplo, foi pastor na China entre 1863-1884 e durante a sua conversão e pastoreio, não dispunha de outro livro senão os Evangelhos de Marcos e João, uma parte de Atos dos Apóstolos e algumas poucas cartas de Paulo. Com isso plantou igrejas e abençoou pessoas aos milhares.

A realidade era outra, mas o fato de não ter lido a Bíblia inteira não invalidou o seu chamado e pastoreio. Han-Cheong, quando reunia a igreja, perguntava: “vocês puderam ler algo da Escritura, algum trecho ou versículo?”. Situação que piorou bastante com o advento do comunismo de Mao no século XX. Mas, a igreja ainda está lá.

Francamente, não vejo como ler a Bíblia inteira possa diminuir heresias ou aumentar o nível do pastoreio. Às vezes a leitura bíblica com chaves hermenêuticas inapropriadas se servem para a “fundamentação” de heresias.

Se houver a oportunidade e, sobretudo, a cabeça para tal, leia toda a Bíblia, inclusive, esforce-se por fazê-lo. Afinal, não estou argumentando contra a leitura do Texto Bíblico, mas contra a ideia ou contra juízos apressados que subjazem a essa pesquisa.

Com isso afirmo também que para ser pastor não basta ter uma vasta leitura bíblica, mas a leitura correta do texto sagrado. A leitura e, diria eu, muito mais ainda, a vivência e a obediência ao que se lê. O conhecimento prático da mensagem do Evangelho do Senhor. A sabedoria no seu termo que lhe é mais apropriado.  

O discurso “leia a Bíblia” se transformou numa espécie de dogma da igreja que parece estar por cima de outros tão ou mais importantes como, por exemplo: a prática da justiça, da misericórdia e da fé ou ainda o amor ao próximo.

Mas, antes de arrazoar contra falta de disciplina pessoal para uma leitura sistemática e contínua da Bíblia ou de tratar de discorrer sobre a preguiça ou o uso intencional de outros meios persuasivos nos sermões, que podem estar por detrás de alguma porcentagem dessa porcentagem anunciada, consideremos antes, que os pastores podem estar absorvidos nas múltiplas atividades ministeriais, pela falta de obreiros que se dispunham, ao invés de serem servidos, a servir. “Consumidores” que demandam respostas imediatas, soluções instantâneas e a onipresença pastoral. Quase um personal-pastor.   

Por último, quantos crentes, que ajuízam impiedosamente aos pastores não leitores, já leram a Bíblia toda? Falo em base ao sacerdócio universal dos crentes. Por que não o fizeram? Garanto que se detiveram no Antigo Testamento, naquelas genealogias trava-línguas e, aparentemente, intermináveis, e na leitura de aspectos da lei que não faz o menor sentido e não tem o menor valor para os cristãos de ontem e de hoje.

É fácil alardear sobre a questão. É tentador maquiar o meu problema apontando a falha dos outros, como numa síndrome adâmica. É atraente vociferar sobre a qualidade dos púlpitos e da igreja diante de um dado pesquisado, apontando para a porcentagem como o “fator x” da problemática que envolve a igreja local, nacional e mundial, quando o problema, na realidade, está para além do apontado na pesquisa. Talvez, o que a pesquisa aponte seja parte do problema.

Em conclusão, ler a Bíblia é importante, mas ainda mais importante é a prática dos ensinamentos do Nosso Senhor Jesus Cristo para louvor e honra de Sua Glória excelsa e por amor ao próximo. E isso, inclui olhar para si, julgar-se antes de julgar, amar, perdoar, contribuir para solucionar e não apedrejar. Isso sim faz o pastor e faz o crente! Isso sim é ser sal e luz! 

Por Waldemir Lopes

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Todo discípulo é um crente, mas nem todo crente é um discípulo. Sabe por quê?

O crente espera peixes; o discípulo é um pescador.

O crente luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se.

O crente se ganha; o discípulo se faz.

O crente depende dos afagos de seu pastor; o discípulo está determinado a servir a Deus.

O crente gosta de elogios; o discípulo, do sacrifício vivo.

O crente entrega parte de suas finanças; o discípulo entrega toda a sua vida.

O crente cai facilmente na rotina; o discípulo é um revolucionário.

O crente precisa ser estimulado; o discípulo estimula os outros.

O crente espera o que fazer; o discípulo assume responsabilidades.

O crente reclama e murmura; o discípulo obedece e nega-se a si mesmo.

O crente é condicionado pelas circunstâncias; o discípulo exerce a sua fé.

O crente exige que os outros o visitem; o discípulo visita.

O crente busca promessas para a sua vida; o discípulo busca vida para receber as promessas.

O crente pensa em si mesmo; o discípulo pensa nos outros.

O crente vai à Igreja para adorar; o discípulo anda adorando.

O crente pertence a uma instituição; o discípulo é uma instituição em si.

O crente vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.

Os crentes aumentam a comunidade; os discípulos aumentam as comunidades.

Os crentes esperam milagres; os discípulos os fazem.

O crente  causa problema para a igreja; o discípulo causa problema para o reino das trevas.

Os crentes são soldados defensores; os discípulos são soldados invasores.

O crente cuida de sua tenda; o discípulo desbrava e aumenta o seu território.

O crente sonha com a igreja ideal; o discípulo faz uma igreja real.

A meta do crente é ir para o Céu; a meta do discípulo é povoar o Céu.

O crente necessita de festas para estar alegre; o discípulo vive alegre.

O crente espera um avivamento; O discípulo é parte dele.

O crente agoniza sem nunca morrer; o discípulo morre para dar vida a outros.

Ao crente se promete uma almofada; ao discípulo se entrega uma cruz.

O crente é sócio; o discípulo é servo.

O crente responde talvez… O discípulo responde eis-me aqui.

O crente prega o evangelho; o discípulo faz discípulos.

O crente espera recompensa para dar; o discípulo se doa.

O crente é pastoreado. O discípulo apascenta.

O crente pede oração; o discípulo ora pelos outros.

O crente busca a presença do Senhor; o discípulo carrega a Sua presença.

O crente procura conselhos; o discípulo ora a Deus, lê a Palavra.

O crente espera que o mundo melhore; o discípulo espera o encontro com seu Senhor.

Antônio Pereira da Costa Jr

Gandhi

Mahatma Gandhi foi um respeitado líder da Índia e da história hodierna. Como indiano e hindu, logo, oriental, admirava profundamente Jesus Cristo e, não com pouca frequência, citava as palavras do Senhor. Certa vez um missionário inglês, E. Stanley Jones, encontrou-se com ele na Índia e perguntou-lhe: “apesar do senhor sempre citar as palavras do Cristo, por que é tão inflexível e sempre rejeita tornar-se seu seguidor?” Sua resposta: “eu não rejeito seu Cristo. Eu amo seu Cristo. Apenas creio que muitos de vocês cristãos são bem diferentes do vosso Cristo”.

Conta-se que a rejeição de Gandhi ao cristianismo nasceu de um incidente na África do Sul, na época “áurea” do Apartheid – se é que podemos chamar qualquer momento daquele pernicioso regime de “áureo” – quando foi impedido de entrar na igreja, por causa da cor da sua pele. Sua experiência na África lhe impactou profundamente, a ponto de dizer: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no ensino de Jesus. O problema são os cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo o que ensinam”.

Tem razão? Sim e não. Sim, quando afirma que os cristãos, na sua maioria, não tem nem ideia do que é ser um seguidor de Cristo. Não, por outro lado, por reduzir todo o cristianismo e toda igreja àquela pseudo-igreja na África do Sul. Se ao invés de ter se oposto a Igreja, por causa dos (pseudos) cristãos tivesse lido a Cristo e posto sua fé Nele, tal como recomenda o autor da carta aos Hebreus, que diz que devemos viver e seguir “tendo os olhos postos em Jesus, autor e consumador da nossa fé” (Hb 12:2), talvez não cometesse o reducionismo que cometeu.

Pensando nisso, vi como muitos como “Gandhi” cometem o seu mesmo erro e conceituam a comunidade da qual fazem parte como inapropriada para eles, devido aos erros encontrados nela. Numa postura bem farisaica dizem: “eu não sou como estes. Tenho que sair desse meio de hipocrisia, porque não me faz bem”. Não há nada mais ignominioso e perverso que esse olhar. Não há nada mais anticristão em achar que “eles são hipócritas e eu não sou como eles”. Em certa ocasião, Jesus nos contou a parábola do Fariseu e do publicano para indicar que a idiossincrasia dos hipócritas é considerar-se superiores aos demais pecadores. Nela, o confiar “em si mesmos, crendo que eram justos, e” – sobretudo isso – “desprezar aos outros”, é a marca dos hipócritas (Cf. Lucas 18:9-14).

Outra análise que faço, salvo os casos de desvio da sã doutrina do Evangelho, é a de que, quem sai da sua igreja pelos erros ou defeitos ou problemas que nela há, está inebriado pelo espírito consumista desse mundo, que trata as relações como pura prestação de serviço. Isto é, faz-se parte de uma comunidade em quanto, e apenas em quanto, esta lhe serve ou presta benefícios. Assim, se tiver escolinha para meus filhos, se os membros pensarem como eu, se na liturgia houver o que eu gosto, se o louvor for adorável, se o pastor prega e me preenche com o seu sermão, se há muitas atividades e festas para casais, adolescentes, jovens etc. etc. etc. neste caso, “tô dentro!”.

Se não tiver nada disso ou começar a faltar algumas destas coisas que, segundo dizem “tem que ter numa igreja”, “tô fora!”; “vou buscar outra comunidade que me ofereça o bem estar que eu e minha família precisamos”. Assim, troca-se de comunidade como de operadora de celular. Aonde houver mais ofertas e vantagens, aí, fico! Relação ética, relação cristã na comunidade, igreja em si, não é prestadora de serviço. Ao invés de promover o bem, muitos cristãos querem apenas usufruir do bem que a comunidade, com o esforço de poucos obreiros, oferece. Nisto, empobrece-se a igreja, a espiritualidade (qual?) fraqueja e comunidades como as que rejeitaram Gandhi começam a prevalecer. Pois, na ausência do bem do justo, o mal do ímpio prevalece. Pense nisso…

Por Waldemir Lopes

ideal-real

A Igreja ideal, traçada nas Sagradas Escrituras, é uma igreja unida, onde todos vivem em união e no compartilhar do pão, onde ninguém critica ninguém, mas todos trabalham, levando o evangelho ao maior número possível de pessoas. A igreja ideal é adoradora e intercessora, é atuante por parte de todos os seus membros, não havendo ninguém ocioso ou preferindo a neutralidade e isentar-se de responsabilidade.  Todos trabalham e não dão trabalho. A igreja ideal é aquela onde todos são santos e já foram curados de todas as enfermidades espirituais, não havendo mais lugar para rancor, ódio, raiz de amargura, inveja, ciúmes, angústia, depressão, desrespeito, etc. A igreja ideal é submissa a uma liderança participativa, atuante, amiga e transmissora de poder e unção.

Esta é a igreja ideal!
Mas há a igreja real, a igreja de hoje, a igreja visível, palpável, terrestre, a igreja onde vivemos, sentimos, percebemos e amamos, a igreja real…

Por sua vez, esta é composta de pessoas feridas, machucadas, tomadas de angústias, com feridas profundas, precisando de tratamento, de cura, de libertação.  Na igreja real há críticas, discórdias, entre tantas outras cousas.
Há pessoas que se tornaram semelhantes ao mar morto – só recebem, mas nunca dão, nunca compartilham. Pessoas que se esquecem facilmente dos benefícios recebidos, ficando apenas em sua lembrança o que não foi feito – ignorando assim os feitos realizados.

Esta é a igreja real!
Sem utopias, quimeras, é a igreja vista com os pés no chão.

É esta a igreja que está sendo lapidada, moldada, restaurada, santificada, renovada, revigorada a cada dia pelo Senhor Jesus na atuação do Espírito Santo de Deus. É esta a igreja que devemos amar, honrar, vestir a sua camisa, gastar nosso tempo e nossos talentos, nossa vida, tudo quanto temos e somos, para apresentá-la um dia diante do Senhor da seara. É esta a Igreja onde Deus nos tem colocado, e irá usar-nos para Sua Glória.
Somente quando obtivermos a visão da Igreja real, estaremos aptos para trabalhar nela, amando-a e respeitando-a apesar de suas falhas. Devemos aprender que ninguém é perfeito, que não há lares perfeitos, famílias perfeitas, igrejas perfeitas, líderes perfeitos; há sim, pessoas em busca da perfeição, que estão se aperfeiçoando a cada dia, mas que ainda não alcançaram seu perfeito objetivo.

Pela inspiração divina, esperamos que essas palavras sirvam para nos ensinar a amar mais a nossa Igreja, tolerando mais os fracos e trabalhando com muito amor e sem críticas com aqueles que tanto carecem de nossas orações.  Há sim, a Igreja dos nossos sonhos, dos nossos projetos irrealizáveis, mas há também a Igreja real, que precisa de nós, de nossas orações, nossa colaboração, aceitação, amor, tolerância e, acima de tudo, que quer agir como o Senhor Jesus agiu quando, entre nós, realizou o Seu ministério terreno.

Deus nos abençoe.

Por Daniel Sales Acioli

ImagemDe onde provêm tantas religiões? Já observaram que no mundo há milhares delas? A queda ou, melhor dito, a exclusão da comunhão com Deus, trouxe uma grande proliferação religiosa. 

Através de rituais, o homem procura a todo custo, obter méritos diante de Deus, a fim de ser aceito novamente na sua comunhão. Essa doença conseqüente da exclusão do Éden traz ao coração humano um sentimento de culpabilidade real que se espalhou velozmente pelo mundo. Por essa razão, Lutero dizia: “A doutrina da justificação pela fé em Cristo (…) foi sacudida, e ainda é através das religiões…”. 

Depois da exclusão de Adão, o homem procurou agir para voltar a ser aceito por Deus. A Bíblia diz: “Depois, o Senhor Deus plantou um jardim na região do Éden, no Leste, e ali pôs o ser humano que ele havia formado… Por isso, o Senhor Deus expulsou o homem do jardim do Éden e fez com que ele cultivasse a terra da qual havia sido formado… Deus expulsou o homem e pôs os querubins e uma espada de fogo que dava voltas em todas as direções a fim de que o homem não voltasse…” (Gênesis 2.8-24). 

A busca pela justiça é uma luta que começou no Éden. No pecado de Adão e Eva, um acusou ao outro e, por último, a serpente; e, depois, eles mesmos se fizeram roupas com folhas de figueira para esconder a sua nudez dos olhos de Deus. 
 
No tempo do Novo Testamento a luta ainda continuava, pois a religião judaica era a tentativa de se alcançar a aceitação de Deus por intermédio das obras (Romanos 10.3).
 
Todos nós, ainda hoje, “somos inclinados a rejeitar o método de Deus para sermos aceitos, porque queremos a todo custo ter uma participação decisiva nessa aceitação, quando não, ter uma participação exclusiva, quando, na verdade, as boas obras de Cristo são perfeitas para a nossa aceitação na família do Pai.” – J. B. Phillips.
 
O homem foi rejeitado, excluído e, consequentemente, afastado da comunhão com o Pai. A tendência natural do homem diante da rejeição é a tentativa de novamente ser aceito, nem que isso custe o humilhar-se ou rastejar-se. 
 
Essa repulsa edênica provocou em todo o mundo uma tentativa de voltar a ser aceito por Deus. Por essa razão, como no caso da torre de Babel, muitas religiões nasceram. O mundo inteiro agiu e ainda age, contra essa doutrina de ser justificado e aceito por Deus pela fé em Cristo, inventando numerosos ídolos e religiões, onde cada um, procura justificar-se diante de Deus por meio das suas próprias obras. 
 
Isto é, com a esperança de se redimir a si mesmo das maldades e pecados sem a ajuda de Cristo, unicamente pelas suas próprias obras. Tudo isso se percebe claramente nas práticas e restos de todas as culturas e nações. 
 
Daí, nascem as autoflagelações, as penitências, obras de caridade (com o fim de obter justiça pessoal), o subir escadarias de joelhos, o fazer e pagar promessas, o seguir os ritos e preceitos de uma religião. Também os dez ensinamentos muçulmanos, os sete sacramentos católicos, os oito passos do budismo etc. Tudo isso, é a colocação da responsabilidade de sua própria salvação sobre o homem. 
 
Seria como se dissesse: “se eu fizer a minha parte, Deus fará a dele”. Dessa falácia procedem muitos provérbios populares como: “a Deus rogando e com o maço dando” ou “Deus ajuda a quem madruga”, onde é evidente que Deus só será capaz de fazer por meio, primeiramente, da ação do indivíduo homem. Por essa razão, o cristianismo autêntico, apostólico e bíblico é tão diferente a todas as religiões do mundo.
 
O Evangelho é o oposto a tudo isso. O Evangelho É… Justiça abundante aos pobres de espírito! É misericórdia, amor e paz aos inimigos! É a exaltação do impotente! É a elevação do quebrantado! À renúncia a sua própria capacidade de ser salvo pelas suas obras pessoais! 

 
Nele, há uma poderosa inversão! Do mérito religioso pessoal à dependência da graça de Deus!
 
Por isso, o generoso e o que ama será herdeiro de tudo! O misericordioso alcançará misericórdia! O fraco sustentado pela graça de Deus é forte! O filho é incluído! O herdeiro, pela fé, é salvo! O que faz boas obras, faça-as por gratidão, não por tentativa de inclusão!
 
Em virtude de que, o cristianismo em sua essência é inclusão pela fé em Cristo, sem necessidade alguma das obras humanas, mas com toda a sustentação das obras perfeitas de Cristo, Nele devemos depositar toda a nossa confiança. 
 
Como disse B. B. Warfield: “Saber a respeito e, sobretudo, CRER na justificação pela fé em Cristo é primordial para qualquer cristão. Se esta doutrina florescer, tudo de bom florescerá no coração do crente…”. 
 
Em Cristo, 
 
Waldemir Lopes