De Onde proveem tantas Religiões?

Publicado: 28 de abril de 2013 em Uncategorized
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ImagemDe onde provêm tantas religiões? Já observaram que no mundo há milhares delas? A queda ou, melhor dito, a exclusão da comunhão com Deus, trouxe uma grande proliferação religiosa. 

Através de rituais, o homem procura a todo custo, obter méritos diante de Deus, a fim de ser aceito novamente na sua comunhão. Essa doença conseqüente da exclusão do Éden traz ao coração humano um sentimento de culpabilidade real que se espalhou velozmente pelo mundo. Por essa razão, Lutero dizia: “A doutrina da justificação pela fé em Cristo (…) foi sacudida, e ainda é através das religiões…”. 

Depois da exclusão de Adão, o homem procurou agir para voltar a ser aceito por Deus. A Bíblia diz: “Depois, o Senhor Deus plantou um jardim na região do Éden, no Leste, e ali pôs o ser humano que ele havia formado… Por isso, o Senhor Deus expulsou o homem do jardim do Éden e fez com que ele cultivasse a terra da qual havia sido formado… Deus expulsou o homem e pôs os querubins e uma espada de fogo que dava voltas em todas as direções a fim de que o homem não voltasse…” (Gênesis 2.8-24). 

A busca pela justiça é uma luta que começou no Éden. No pecado de Adão e Eva, um acusou ao outro e, por último, a serpente; e, depois, eles mesmos se fizeram roupas com folhas de figueira para esconder a sua nudez dos olhos de Deus. 
 
No tempo do Novo Testamento a luta ainda continuava, pois a religião judaica era a tentativa de se alcançar a aceitação de Deus por intermédio das obras (Romanos 10.3).
 
Todos nós, ainda hoje, “somos inclinados a rejeitar o método de Deus para sermos aceitos, porque queremos a todo custo ter uma participação decisiva nessa aceitação, quando não, ter uma participação exclusiva, quando, na verdade, as boas obras de Cristo são perfeitas para a nossa aceitação na família do Pai.” – J. B. Phillips.
 
O homem foi rejeitado, excluído e, consequentemente, afastado da comunhão com o Pai. A tendência natural do homem diante da rejeição é a tentativa de novamente ser aceito, nem que isso custe o humilhar-se ou rastejar-se. 
 
Essa repulsa edênica provocou em todo o mundo uma tentativa de voltar a ser aceito por Deus. Por essa razão, como no caso da torre de Babel, muitas religiões nasceram. O mundo inteiro agiu e ainda age, contra essa doutrina de ser justificado e aceito por Deus pela fé em Cristo, inventando numerosos ídolos e religiões, onde cada um, procura justificar-se diante de Deus por meio das suas próprias obras. 
 
Isto é, com a esperança de se redimir a si mesmo das maldades e pecados sem a ajuda de Cristo, unicamente pelas suas próprias obras. Tudo isso se percebe claramente nas práticas e restos de todas as culturas e nações. 
 
Daí, nascem as autoflagelações, as penitências, obras de caridade (com o fim de obter justiça pessoal), o subir escadarias de joelhos, o fazer e pagar promessas, o seguir os ritos e preceitos de uma religião. Também os dez ensinamentos muçulmanos, os sete sacramentos católicos, os oito passos do budismo etc. Tudo isso, é a colocação da responsabilidade de sua própria salvação sobre o homem. 
 
Seria como se dissesse: “se eu fizer a minha parte, Deus fará a dele”. Dessa falácia procedem muitos provérbios populares como: “a Deus rogando e com o maço dando” ou “Deus ajuda a quem madruga”, onde é evidente que Deus só será capaz de fazer por meio, primeiramente, da ação do indivíduo homem. Por essa razão, o cristianismo autêntico, apostólico e bíblico é tão diferente a todas as religiões do mundo.
 
O Evangelho é o oposto a tudo isso. O Evangelho É… Justiça abundante aos pobres de espírito! É misericórdia, amor e paz aos inimigos! É a exaltação do impotente! É a elevação do quebrantado! À renúncia a sua própria capacidade de ser salvo pelas suas obras pessoais! 

 
Nele, há uma poderosa inversão! Do mérito religioso pessoal à dependência da graça de Deus!
 
Por isso, o generoso e o que ama será herdeiro de tudo! O misericordioso alcançará misericórdia! O fraco sustentado pela graça de Deus é forte! O filho é incluído! O herdeiro, pela fé, é salvo! O que faz boas obras, faça-as por gratidão, não por tentativa de inclusão!
 
Em virtude de que, o cristianismo em sua essência é inclusão pela fé em Cristo, sem necessidade alguma das obras humanas, mas com toda a sustentação das obras perfeitas de Cristo, Nele devemos depositar toda a nossa confiança. 
 
Como disse B. B. Warfield: “Saber a respeito e, sobretudo, CRER na justificação pela fé em Cristo é primordial para qualquer cristão. Se esta doutrina florescer, tudo de bom florescerá no coração do crente…”. 
 
Em Cristo, 
 
Waldemir Lopes
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